segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Uma luz no meio do túnel?!

Durante um bom tempo, a APEOESP reivindicou, por meios “oficiais” (audiências com representantes do governo) e de luta política (inúmeras manifestações públicas) a implantação da “Jornada do Piso Nacional” (um terço fora da sala de aula). O governo paulista “enrolou” o quanto pode, mas nesta semana, a APEOESP deu o tiro de misericórdia: por meio de uma ação judicial, conseguiu obrigar o governo paulista a se pronunciar prometendo a implantação da “Jornada do Piso” ano que vem (veja notícia abaixo).
Devemos lembrar que a “Jornada do Piso” faz parte de algo maior o “Piso Salarial Nacional”, uma conquista da luta sindical através da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação).
Porém, também devemos lembrar que lidamos no Estado de São Paulo com um governo nada confiável. Talvez tenhamos que lutar, ano que vem, pela correta implantação da nova jornada, não com projetos de atendimento a alunos e coisas desse gênero, mas com tempo destinado a formação, preparação e avaliação de atividades realizadas pelos alunos. Além disso, esse governo afirma que a hora-aula é de 60 minutos (Lei Complementar 836/97) sendo 50 minutos com alunos e 10 minutos para outras atividades.
Vale a pena uma leitura do “FAX URGENTE Nº 85, ( http://apeoespsub.org.br/ap_urgente_85_11.pdf ) onde tem, inclusive, uma tabela com a nova jornada.




29/11/2011 - 12h46
Alckmin diz que amplia jornada de professores fora da sala de aula

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta terça-feira que será cumprida a determinação judicial dada ontem (28), que exige a ampliação da jornada remunerada fora da sala de aula aos docentes da rede estadual de ensino básico. A medida está prevista na lei nacional do piso do magistério.
"Já estamos com todas as medidas preparadas para o começo do ano que vem. Não havia como implantar no meio deste ano letivo, mas em 2012 estará sendo cumprida rigorosamente a legislação", disse o governador.
Pela liminar (decisão provisória), os professores devem ficar 33% da jornada em atividades como preparação de aulas e atendimento a alunos. Segundo a gestão Alckmin (PSDB), o índice hoje é de 17%.
Conforme a Folha revelou neste mês, São Paulo é um dos 17 Estados que desrespeitam a lei nacional, de 2008.
A Secretaria da Educação disse que não se pronunciaria, pois não havia sido notificada.
Se a determinação for mantida pela Justiça e descumprida, o secretário de Educação, Herman Voorwald, e o governador podem sofrer ação por improbidade administrativa.
A reportagem apurou que a pasta analisa como cumprir a lei. À época da aprovação da norma, a gestão Serra (PSDB) afirmou que a folha de pagamento aumentaria 10%. A medida requer contratação de professores ou aumento da jornada dos já ativos na rede.
Em 2008, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará contestaram a lei no STF (Supremo Tribunal Federal). Em abril passado, o STF decidiu que ela é constitucional e, portanto, deve ser seguida por Estados e municípios.
O juiz Luis Fernando Camargo de Barros Vidal, em sua decisão de ontem, afirmou que o governo alegou que sua regulação deve prevalecer em relação à lei federal, pois o Estado possui autonomia nessa área.
O juiz discordou da posição, lembrando a decisão do STF. O pedido na Justiça para adequação foi feito pela APEOESP (sindicato docente).

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ASSEMBLÉIA ESTADUAL DE 25 DE NOVEMBRO DE 2011




Às 15 horas, na Praça da República, estávamos lá: a cavalaria da PM (havia dois “perigosos” estudantes da USP no “caminhão”) os ambulantes, os mendigos e os professores. Infelizmente para a categoria, não havia muitos professores.







A presidente Izabel Noronha (Bebel) iniciou a assembléia expressando sua indignação contra o desprezo do secretário de educação de São Paulo pela “Comissão Paritária”,  formada pela APEOESP e representantes da secretaria. Informou que os contatos da SE com a APEOESP têm se dado por telefone... Foi dessa forma que o secretário-adjunto da Secretaria da Educação, o Sr. Palma, avisou a APEOESP que:
a Secretaria pretende realizar a atribuição de aulas em janeiro de 2012:
  • dias 23 e 24 para efetivos;
  • dias 26 ao final para OFAs;
  • avisou também que o governo vai enviar a Assembléia Legislativa um Projeto de Lei quebrando a quarentena; ao invés de 200 dias, serão 30 dias a serem cumpridos, após os quais os OFAs “O” poderão participar das atribuições.
Sobre a “Jornada do Piso”,  o coordenador do DRHU teria afirmado que o estado já cumpre, liberando o professor 10 minutos em cada aula, pois as aulas deveriam durar 60 minutos. Não concordando com essa situação, a APEOESP entrou com uma ação judicial para garantir esse direito.
Com relação à continuidade de nossas lutas, podemos informar que as várias correntes que compõem a diretoria (Articulação, Artnova, Alternativa, Na escola e na luta etc.) defenderam o calendário que aponta para uma Assembléia em fevereiro de 2012 com indicativo de greve. Destacamos aqui o óbvio: para alcançarmos conquistas é necessário que vejamos muito mais professores na rua do que vimos nesta Assembléia!!!

Saudações sindicais!
Bom Natal  e um Ano Novo repleto de conquistas a todos!



CONSELHO ESTADUAL DE REPRESENTANTES DO DIA 18/11/2011.



Reunidos na quadra dos bancários, em São Paulo, os professores representantes das subsedes do Estado de São Paulo ouviram da diretoria que a APEOESP continua negociando com o governo estadual. 
Foi criada uma “comissão bipartite” (APEOESP/representantes do governo) que busca uma alternativa à atribuição de aulas em janeiro. 
A APEOESP apresentou uma proposta ao governo, que deve se pronunciar até o final do mês.
Assim como ocorreu em nosso RE, houve um debate entre aqueles que defendem a negociação como uma das obrigações do sindicato, posição em geral defendida por aqueles que compõem a diretoria e aqueles que defendem a saída do sindicato da mesa de negociações com o governo.  
Também fomos informados que a o sindicato vai entrar com uma ação judicial caso o governo não se pronuncie sobre a implantação da jornada do piso. Afora isso, votou-se uma série de ações de mobilização:
  Convocação massiva nas regiões para a assembléia estadual de 25 de novembro às 14 horas na Praça da República;
  Formação de delegação de professores, composta por  2 representantes de cada subsede, para acompanhar a audiência pública do dia 30/11, às 14h30 na Alesp, com o secretário da Educação;
  Denunciar a perspectiva de desemprego na categoria (professores das categorias “L” e “O”);
  Ação judicial para implementação da jornada prevista na lei do piso se a SEE não apresentar a data de sua implementação. Queremos a aplicação conforme o texto da lei;
  Realizar encontro estadual de professores do ensino médio para discutir melhores condições de trabalho e lutar por um ensino médio que atenda aos filhos da classe trabalhadora;
  Debater a proposta de ensino médio profissionalizante do governo junto com o sindicato da Fundação Paula Souza;
  Fazer levantamento e lutar pela reabertura das salas fechadas, sobretudo no ensino médio noturno;
  Denunciar a falsa democracia nos “pólos” de discussão criados pela  SEE;
•Lutar pelo limite de 35 alunos por sala de aula;
•Realizar encontro dos professores de EJA em 26/11;
•Pela reorganização dos tempos e espaços escolares;
•Rejeitar projeto de privatização de escolas do Unibanco;
•Participar do plebiscito pelos 10% do PIB para a educação;
•Prosseguir debate sobre a democratização dos meios de comunicação.
O CER aprovou ainda moção de apoio aos professores do Pará, que permaneceram 53 dias em greve, e uma moção de repúdio à ação dos policiais militares contra os estudantes da USP.
Para que a maioria dessas ações se concretizem é necessário o engajamento de professores, dos representantes de escola, dos Conselheiros e das Coordenações nas subsedes. Se esse engajamento não ocorrer, tudo o que foi discutido não passará de bravatas e nada sairá do papel, mais uma vez!


REUNIÃO DE R.E. MARCADA POR DESÂNIMO E CETICISMO...



Reunião de representantes em 9 de novembro de 2011

Esse provavelmente foi o último RE deste ano, e em relação aos temas que mais tem preocupado os professores, continuamos sem novidades.
Não existe uma definição da SE em relação a quando será feita a atribuição de aulas (dezembro? Janeiro? Dezembro/janeiro?); permanece um enorme silêncio a respeito da “jornada do piso” ou sobre a situação dos OFA’s “L” e “O” no ano que vem.  
A diretoria da APEOESP, respaldada por uma maioria nas instâncias do sindicato, investiu nas negociações com a S.E. Essa demora em obter respostas fez com que o R.E. se realizasse num clima de desânimo e ceticismo em relação aos resultados dessa negociação.
Como proposta, votou-se que, além do tema “férias repartidas”, que o sindicato volte a colocar em evidência a “jornada do piso” em seus materiais. 

sábado, 12 de novembro de 2011

ASSEMBLÉIAS DA APEOESP

Sem novidades II


E lá foram os professores...  dia 21 de outubro, para uma "nova" Assembléia estadual da Apeoesp.
Desde a última Assembléia, dia 2 de setembro, havia uma expectativa de que as reuniões entre a SEE e as entidades representativas dos professores, entre as quais a Apeoesp, resultasse em algo positivo, principalmente sobre as questões das férias divididas e da “Jornada do Piso”. Foram relatados alguns avanços sobre a evolução funcional, unificação de categorias (PEB I e PEB II) ... mas sobre aqueles pontos mais relevantes no momento, sem novidades...
Só o velho silêncio da SEE. Se Assembléia anterior foi marcada por uma forte presença de professores, esta foi “esvaziada”.
 
Na Assembléia anterior, com grande presença de professores, assistimos  novamente a uma disputa entre diretores da Alternativa e da Articulação, correntes que dividem a direção da Apeoesp. Essa disputa se fez em torno de divergências quanto a data da próxima Assembléia, terminando com a presidente Isabel proclamando o resultado da votação como favorável à Articulação e seus aliados. Essa vitória foi contestada pelos presentes e apontada por alguns como fator de esvaziamento da Assembléia seguinte.
Naquele momento, para mim, estava claro que a questão das datas era uma “cortina de fumaça”, e o problema era a disputa interna no sindicato. Tive a confirmação disso agora, dia 21 na reunião de representantes estaduais (CER), antes da Assembléia: o representante da Alternativa, Zafalão, e a presidente Izabel, da Articulação,  fizeram as pazes, em nome da unidade. Sábia decisão, porém tardia, pois deveriam ter levado essa unidade à Assembléia do dia 2. Como vêem, sem novidades...
Escrito por Prof. Francisco Rogério, conselheiro estadual da Apeoesp e professor na EE. Benedito Calixto, em Itanhaém.

Os polos de debate da SEE, sob a direção do secretário Hermann...


                                         Praticamente sem novidades...

Foram duas reuniões na longínqua Caraguatatuba, reunindo os representantes da diretoria de ensino dessa cidade com os  de Guaratinguetá, os de Jacareí, os de Pindamonhangaba, os de São José dos Campos, os de Taubaté, os de Santos e os de São Vicente. A Diretoria de Santos, por algum motivo que não foi esclarecido, não enviou professores "aulistas" para Caraguá. Os presentes foram divididos por segmentos (dirigentes, supervisores, diretores, coordenadores de oficinas, coordenadores de UEs e professores) para sistematizar os resultados de debates acumulados em cada região.
Os professores Francisco Rogério (EE Benedito Calixto – Itanhaém), Rosi ( EE Silvia J. Pollastrini – Itanhaém) e Sebastião ( EE São João – Peruibe) representaram os professores da Diretoria de São Vicente.
Como era de se esperar, o segmento dos professores fez um bom debate, rejeitando novamente a matriz curricular como estava proposta pelo governo, e apontando propostas para elaboração de uma nova matriz, além de discutir propostas para outros temas.
Ao final, foi eleita a professora Tamara, da Diretoria de Jacareí, para que na reunião subsequente, dia 17 de outubro, expusesse, juntamente com representantes dos demais segmentos, o posicionamento dos professores.
Se havia algo que motivava os professores a participar desses pólos era a possibilidade, cada vez mais rara, de encontrar outros professores para debater os problemas da rede.
Para o segundo encontro sabíamos que não haveria debate, provocando nos professores um profundo ceticismo, e o secretario não nos surpreendeu quanto a isso. Saímos desse encontro como chegamos. 
A reunião com o secretário Herman J. C. Voorwald foi no “Clube Ilha Morena”, Morro do Algodão, como eu disse, na longínqua Caraguatatuba. Muita formalidade, muita educação etc, mas... Vou resumir o tudo em um momento: aberta a possibilidade para que os presentes fizessem perguntas,  a professora Rejane perguntou diretamente ao Sr. Hermann: “_ A jornada do Piso Nacional, reservando um terço  do tempo da jornada para a preparação de aulas, será aplicada em São Paulo?” A resposta foi o silêncio...portanto, sem novidades.


domingo, 16 de outubro de 2011

15 DE OUTUBRO: DIA DO PROFESSOR!!!

Num dia 15 de outubro, de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila), D. Pedro I, Imperador do Brasil, baixou um Decreto que criou o Ensino Elementar no Brasil.
O imperador decretava que "todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras".
Esse documento pontuou diversos temas :  a descentralização do ensino (já uma municipalização?!), o salário dos professores (praticamente inexistente até então... e até hoje...), as disciplinas básicas que todos os alunos deveriam aprender (uma matriz curricular...) e até como os professores deveriam ser contratados (com concurso!).
A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - se tivesse sido cumprida!

Neste nosso dia, recebemos muitas mensagens de felicidades...o que nos leva a refletir sobre a nossa real  situação.
Faça sua reflexão, e... vamos construir juntos um mais

“Feliz dia dos professores”!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Resoluções da Reunião de representantes das escolas na DRESV em 28 de setembro de 2011

1 - Reiterar o apoio à APEOESP  como representante dos professores frente ao governo.
Motivo:
           - a APEOESP é o representante legal dos professores frente ao governo, e tem apresentado as reivindicações dos professores a SEE, seja no que se refere a nossa vida funcional, como também em nossa atividade docente.

2 - Rejeição da proposta de matriz curricular do ensino médio enviada pela secretaria da educação.
Motivos:
a)- apenas retirar aulas de algumas disciplinas para aumentar ou criar outras não resolve o problema da qualidade de ensino, pois fica mantida a mesma estrutura: ausência de laboratórios, de material adequado, de autonomia, de tempo e espaço para o planejamento na escola, de capacitação competente para os professores.
b)- o aluno tem direito a formação integral até o fim do curso no ensino médio.
Proposta:
- partindo da atual matriz, retirar-se-ia os DAC’s, ampliar-se-ia o número de aulas e  então implantar-se-ia  o ensino médio de quatro anos.

3 - Rejeição da proposta de ETI (Escola de Tempo Integral) proposta pela SEE, da forma que está implantada na Rede.
Motivos:
- as atuais ETIs são verdadeiras “prisões”, sem estrutura para fornecer ao aluno atividades diferenciadas daquelas que já realiza na aula normal, e os próprios pais vêm retirá-los. Falta, por exemplo, aparelhos adequados para as atividades atléticas.
Proposta:
-que se faça um projeto sério de ETI, com todas as condições necessárias para seu pleno funcionamento.

4 - Rejeição do termo “em média” para o número de alunos por sala de aula.
Motivo:
- é vago. Vai manter a superlotação.
Proposta:
- sua retirada. O número máximo de alunos por sala de aula deve ser 30.

5 - Rejeição da proposta de 3 ciclos.
Motivo:
- o próprio currículo do estado reconhece que o aluno deve estar alfabetizado ao final do 3ª ano.
Proposta:
- implantação de 4 ciclos com possibilidade de retenção ao final dos 3º, 5º, 7º e 9ºanos.

6 - Rejeição do projeto de recuperação PROJAI.
Motivos:
- reunir os alunos com problemas de aprendizagem em uma sala de aceleração já foi feito e não deu certo. Professores se recusam a pegar essas turmas, que, aliás, se tornam motivo de “chacota” nas escolas.
Proposta:
-que a escola tenha autonomia para montar o projeto de recuperação mais adequado para a realidade do aluno e da escola e que a SEE forneça diretrizes.

7 - Orientação para estudo:
Proposta
            - que sua atribuição seja aberta a todos os professores.

8 - Aprovação da “Jornada do piso nacional”: 1/3 fora da sala de aula.
 Motivo:
- possibilita mais tempo de preparação e planejamento de projetos, aulas, recuperação, avaliação.

9 - Rejeição da proposta de coordenador por área, da forma como proposta pelaSEE.
Motivo:
- a proposta é vaga. Por exemplo, não estabelece como serão escolhidos esses coordenadores. 
Proposta:
- que seja eleito pelos professores um coordenador por área, mediante apresentação de projeto de trabalho, com afastamento da sala de aula.

10 - Rejeição à forma como esses fóruns de discussão foram impostos.
Motivo:
-reuniões fragmentadas, pouco tempo para discussão, falta de informações detalhando as propostas.
Proposta:
- que haja mais informações, mais tempo, e que seja criado um momento reunindo diretores, coordenadores e professores das escolas para realização desses importantes fóruns de discussão.





domingo, 2 de outubro de 2011

Professores rejeitam Proposta da SEE para Reforma do Ensino Médio!


Aproximadamente 140 professores, a maioria composta por professores escolhidos por seus pares nas escolas, foram reunidos na Diretoria de Ensino de São Vicente, por imposição da SEE, em 28 de setembro de 2011. O objetivo de tal reunião foi o de submeter à análise dos presentes a “nova”  matriz curricular para o ensino médio, “proposta” pela SEE.  A tarefa era a de apontar sugestões para sua implantação na rede estadual de ensino de São Paulo.
Dentre os professores do  Grupo Ética e Luta estavam presentes Júlio Kengo (EE Aida Leda/ Mongaguá) e Francisco (EE Benedito Calixto/Itanhaém).
De início os professores presentes rejeitaram a “proposta” da SEE. Foi adotada, na sequência,  uma metodologia de análise que norteou e qualificou o debate.
Foi feita a leitura do documento da SEE (nova matriz curricular para o ensino médio) e os presentes passaram a analisar ponto a ponto, rejeitando-os, apresentando os motivos da rejeição e fazendo contra-propostas.
O clima de desconfiança entre os professores contra a SEE era grande. Um dos motivos que justifica tal desconfiança foi  a mentira do governo ao afirmar na mídia , após as reuniões nos “pólos” que discutiram plano de carreira, que a possível adoção de férias parceladas estaria fundamentada em proposta dos professores resultante daquelas reuniões. Outro motivo,  a maneira apressada e nebulosa como  as “discussões” sobre as nova matriz para o ensino médio  foram “organizadas”.  Faltaram informações, tempo para discussão, e observou-se ainda a ausência de propostas com relação às condições de trabalho, material pedagógico, espaço físico, capacitação e redução do tempo da jornada em sala de aula  ( “jornada do piso”: 1/3 fora da sala de aula).
Para a próxima etapa da discussão “organizada” pela SEE, foram eleitos três representantes entre os professores presentes: o Professor Sebastião, da EE Vitalino/Peruibe;  a prof. Rosi, da EE Silvia J. Pollastrini/Itanhaém e o prof. Francisco, da EE Benedito Calixto/Itanhaém.

Aguarde publicação, neste blog, do resumo dos principais temas tratados na reunião de 28/9.

domingo, 25 de setembro de 2011

MUDANÇA NA GRADE CURRICULAR !

 
O (des) governo de São Paulo,"democraticamente", enviou para as escolas uma "nova proposta" de matriz curricular.
 
Ainda não existe muita clareza sobre como e quando essa NOVA GRADE CURRICULAR será implantada, mas o que se pode prever é que várias disciplinas perdem aulas, e se a nova jornada com "um terço fora da sala de aula" não for implantada antes, muitos professores terão que se dirigir à Diretoria de Ensino (D.E.), para completar sua jornada.
 
Entrem no link abaixo, dêem uma olhada, debatam e passem suas opiniões aqui neste blog e, principalmente, deixem claro suas opiniões para o sindicato, através do seu Representante na Escola (R.E.).
 
Atenção Representantes de Escola: o  Diário Oficial publicou em 16 de setembro despacho do secretário da Educação autorizando dispensa de ponto aos professores que participarão das reuniões de representantes que serão realizadas no próximo dia 11 de outubro.

VAMOS FICAR ATENTOS!!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Professores na Praça! Litoral Sul presente!




Mais de três mil professores na praça da República, dia 2 de setembro!
Polícia militar, míope, viu apenas 350 professores!

Cerca de cinquenta professores do Litoral Sul também marcaram presença na praça.

Foi uma boa assembléia, com as tradicionais “disputas entre situação e oposição em cima do caminhão”, que tanto assustam os que esperam uma missa ou um culto...  O fundamental é que foi grande a presença de professores, importante para demonstrar à sociedade que o governo mente quando afirma que estamos satisfeitos.
A direção do sindicato informou  que o governo publicou um calendário de reuniões, durante todo o mês de setembro, com representantes da APEOESP, AFUSE, CPP, UDEMO e APASE, para debater o Plano de Carreira.
Além disso, a APEOESP defende alteração nas leis que extinguem o “Ofa L” e  que determinam a quarentena do “Ofa O”. A  assembléia serviu também para dar suporte aos representantes sindicais, para mostrar ao governo que estamos dispostos a “nos mexer”, caso não tenhamos boas notícias sobre nossa vida funcional, e aí estão incluídas as questões das férias e do reajuste parcelados.
Conforme deliberado na Assembléia, o sindicato participará da Comissão para discutir o Plano de Carreira, quando apresentará ao governo um estudo demonstrando que faltarão professores em 2012, caso a legislação sobre os Ofas não seja alterada.
Haverá uma reunião de representantes de escola no dia 11 de outubro, e uma Assembléia provavelmente dia 21, para avaliar o resultado da Comissão sobre o Plano de Carreira.
                                           
Vamos ficar atentos e participar!


Professor Francisco (Chico), da E.E. Benedito Calixto e Conselheiro Estadual da Apeoesp.

Ética e Luta nas ruas contra férias parceladas!


Na última reunião de representantes de escola, os conselheiros do grupo ética e luta conseguiram o apoio da maioria dos REs para  que o plebiscito contra o parcelamento das férias fosse discutido e realizado não somente nas escolas, entre os professores, ou apenas no site, mas também junto a população nas ruas.
Apesar das dificuldades de tempo (quem dá aula sabe) e de tempo ( a meteorologia ...) conseguimos estar presentes junto à população nas ruas de Mongaguá no  dia 27/8 (sábado). Estiveram presentes os conselheiros Julio Kengo (Mongaguá) e Francisco (Itanhaém).
No dia 28/8 (domingo), em Peruíbe, estiveram nas ruas os conselheiros Heitor (Peruibe), Francisco (Itanhaém) e Rogério (Itariri). Lá contamos também com o apoio do  professor Carlos Paupério.
A nossa presença junto à população dessas cidades possibilitou não só a discussão sobre o parcelamento das férias dos professores da rede estadual de São Paulo, mas também o debate sobre outras questões que nos afligem, como o reajuste parcelado e nossa estafante jornada de trabalho. 
Nossa intervenção serviu de necessário contraponto à propaganda do governo e da mídia que insistem em divulgar que tudo anda bem com os professores e com a educação em São Paulo.
                          
                                            O apoio da população à nossa presença foi total!


segunda-feira, 22 de agosto de 2011


Reunião do Conselho Estadual de Representantes em 19 de agosto.
Os professores Heitor (foto) e Francisco estiveram presentes na reunião do CER (Conselho Estadual de Representantes) no dia 19 de agosto, acompanhados dos professores Carlos Bruno e Vicente. É uma importante instância do sindicato, onde representantes das subsedes de todo o estado deliberam sobre as ações da APEOESP. Entre outras coisas, definiu-se um calendário de mobilização, com esclarecimentos aos professores nas escolas, até culminar com a Assembléia no dia 02 de setembro.  O sindicato vem debatendo com o governo questões como o Plano de Carreira, férias parceladas, reajuste parcelado, o cumprimento da jornada da “Lei do Piso” com 1/3 de atividades extra-classe, a precarização da condição profissional dos OFAs, os limites nas licenças saúde etc. Esse debate não se dá apenas com o governo, mas com a sociedade: por isso a necessidade de uma grande Assembléia, onde mostraremos para todos que o governo mente quando divulga na mídia que está “tudo bem” na educação em São Paulo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

    

 "Uma reunião em que todos os presentes estão absolutamente de   acordo, é uma reunião perdida" Albert Einstein

No último dia 12 ocorreu na subsede da Apeoesp Litoral Sul o primeiro RE (reunião de representantes de escola) após as eleições. Os representantes do grupo Ética e Luta propuseram  acréscimo dos seguintes pontos na pauta a ser discutida:  eleição do Conselho Fiscal da subsede; dificuldades encontradas pelos advogados no atendimento jurídico em Peruíbe; divergência no valor da consulta com a psicóloga na subsede, divulgada pela coordenação, e o valor realmente cobrado; e a não realização  plebiscito sobre as férias divididas, encaminhado pela diretoria da Apeoesp.
Com relação ao conselho fiscal, que, como lembrou o conselheiro Carlos Bruno, é importantíssimo para garantir a transparência nas contas da subsede, infelizmente a coordenação não estava com o regimento a respeito em mãos, apesar de alertada por nós no dia 6, o que prejudicou a eleição de membros para sua composição.Sobre os problemas com o  atendimento jurídico em Peruíbe, relatadas pelo conselheiro Heitor Albanaz, os REs deliberaram que a coordenação providencie acesso a internet, linha telefônica etc; o conselheiro Heitor  se prontificou a auxiliar no que for possível; a questão do atendimento da psicóloga, levantada pela conselheira Daniela e a RE Vivian (ambas do Jon Teodoresco) ficou de ser esclarecida pela coordenação junto à profissional.
Em relação ao plebiscito, eu e o conselheiro Julio Kengo (Mongaguá) cobramos o não encaminhamento pela coordenação de uma atividade importante, deliberada pela Diretoria da Apeoesp, e diante dos protestos dos vários REs presentes, a coordenação se viu forçada a organizar o plebiscito nas cidades de abrangência da subsede. Os conselheiros do Ética e Luta se prontificaram a auxiliar na sua realização.
Lembramos a todos a importância da presença massiva de professores na ASSEMBLÉIA ESTADUAL a ser realizada no dia 02 de setembro, em São Paulo. Professores associados terão transporte pago pela Apeoesp: entre em contato com a subsede (fone 3422 4691).
Nos vemos lá!
Prof. Francisco (Chiquinho)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Grupo Ética e Luta agradece a votação expressiva

O Grupo Ética e Luta, que participou da eleição da APEOESP/subsede Litoral Sul em junho deste ano, agradece a expressiva votação obtida.
Estamos todos de parabéns! Foi uma campanha complicada. O grupo que dirige a subsede agiu,, desde o início do processo eleitoral, de forma inadequada.
A despeito de tudo, elegemos dois conselheiros estaduais ( Chiquinho e Heitor), um regional (Alessandra) e os três primeiros suplentes do conselho regional também são nossos (Vicente, Júlio e Carlos Bruno).
Também estão conosco as professoras Daniela, Vivian, Patricia, Heleny e Vera.
Nossa proposta é defender os interesses dos professores de nossa região, respeitando o diálogo democrático com o intuito de organizar a nossa luta.
Tudo que for bom e do desejo da categoria terá nosso apoio. Os professores que votaram em nossos candidatos esperam essa atitude de nossa parte.
Pretendemos ser  a voz e os olhos dos professores dentro da subsede Litoral Sul.