Aproximadamente 140 professores, a maioria composta por professores escolhidos por seus pares nas escolas, foram reunidos na Diretoria de Ensino de São Vicente, por imposição da SEE, em 28 de setembro de 2011. O objetivo de tal reunião foi o de submeter à análise dos presentes a “nova” matriz curricular para o ensino médio, “proposta” pela SEE. A tarefa era a de apontar sugestões para sua implantação na rede estadual de ensino de São Paulo.
Dentre os professores do Grupo Ética e Luta estavam presentes Júlio Kengo (EE Aida Leda/ Mongaguá) e Francisco (EE Benedito Calixto/Itanhaém).
De início os professores presentes rejeitaram a “proposta” da SEE. Foi adotada, na sequência, uma metodologia de análise que norteou e qualificou o debate.
Foi feita a leitura do documento da SEE (nova matriz curricular para o ensino médio) e os presentes passaram a analisar ponto a ponto, rejeitando-os, apresentando os motivos da rejeição e fazendo contra-propostas.
O clima de desconfiança entre os professores contra a SEE era grande. Um dos motivos que justifica tal desconfiança foi a mentira do governo ao afirmar na mídia , após as reuniões nos “pólos” que discutiram plano de carreira, que a possível adoção de férias parceladas estaria fundamentada em proposta dos professores resultante daquelas reuniões. Outro motivo, a maneira apressada e nebulosa como as “discussões” sobre as nova matriz para o ensino médio foram “organizadas”. Faltaram informações, tempo para discussão, e observou-se ainda a ausência de propostas com relação às condições de trabalho, material pedagógico, espaço físico, capacitação e redução do tempo da jornada em sala de aula ( “jornada do piso”: 1/3 fora da sala de aula).
Para a próxima etapa da discussão “organizada” pela SEE, foram eleitos três representantes entre os professores presentes: o Professor Sebastião, da EE Vitalino/Peruibe; a prof. Rosi, da EE Silvia J. Pollastrini/Itanhaém e o prof. Francisco, da EE Benedito Calixto/Itanhaém.
Aguarde publicação, neste blog, do resumo dos principais temas tratados na reunião de 28/9.

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