domingo, 16 de outubro de 2011

15 DE OUTUBRO: DIA DO PROFESSOR!!!

Num dia 15 de outubro, de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila), D. Pedro I, Imperador do Brasil, baixou um Decreto que criou o Ensino Elementar no Brasil.
O imperador decretava que "todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras".
Esse documento pontuou diversos temas :  a descentralização do ensino (já uma municipalização?!), o salário dos professores (praticamente inexistente até então... e até hoje...), as disciplinas básicas que todos os alunos deveriam aprender (uma matriz curricular...) e até como os professores deveriam ser contratados (com concurso!).
A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - se tivesse sido cumprida!

Neste nosso dia, recebemos muitas mensagens de felicidades...o que nos leva a refletir sobre a nossa real  situação.
Faça sua reflexão, e... vamos construir juntos um mais

“Feliz dia dos professores”!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Resoluções da Reunião de representantes das escolas na DRESV em 28 de setembro de 2011

1 - Reiterar o apoio à APEOESP  como representante dos professores frente ao governo.
Motivo:
           - a APEOESP é o representante legal dos professores frente ao governo, e tem apresentado as reivindicações dos professores a SEE, seja no que se refere a nossa vida funcional, como também em nossa atividade docente.

2 - Rejeição da proposta de matriz curricular do ensino médio enviada pela secretaria da educação.
Motivos:
a)- apenas retirar aulas de algumas disciplinas para aumentar ou criar outras não resolve o problema da qualidade de ensino, pois fica mantida a mesma estrutura: ausência de laboratórios, de material adequado, de autonomia, de tempo e espaço para o planejamento na escola, de capacitação competente para os professores.
b)- o aluno tem direito a formação integral até o fim do curso no ensino médio.
Proposta:
- partindo da atual matriz, retirar-se-ia os DAC’s, ampliar-se-ia o número de aulas e  então implantar-se-ia  o ensino médio de quatro anos.

3 - Rejeição da proposta de ETI (Escola de Tempo Integral) proposta pela SEE, da forma que está implantada na Rede.
Motivos:
- as atuais ETIs são verdadeiras “prisões”, sem estrutura para fornecer ao aluno atividades diferenciadas daquelas que já realiza na aula normal, e os próprios pais vêm retirá-los. Falta, por exemplo, aparelhos adequados para as atividades atléticas.
Proposta:
-que se faça um projeto sério de ETI, com todas as condições necessárias para seu pleno funcionamento.

4 - Rejeição do termo “em média” para o número de alunos por sala de aula.
Motivo:
- é vago. Vai manter a superlotação.
Proposta:
- sua retirada. O número máximo de alunos por sala de aula deve ser 30.

5 - Rejeição da proposta de 3 ciclos.
Motivo:
- o próprio currículo do estado reconhece que o aluno deve estar alfabetizado ao final do 3ª ano.
Proposta:
- implantação de 4 ciclos com possibilidade de retenção ao final dos 3º, 5º, 7º e 9ºanos.

6 - Rejeição do projeto de recuperação PROJAI.
Motivos:
- reunir os alunos com problemas de aprendizagem em uma sala de aceleração já foi feito e não deu certo. Professores se recusam a pegar essas turmas, que, aliás, se tornam motivo de “chacota” nas escolas.
Proposta:
-que a escola tenha autonomia para montar o projeto de recuperação mais adequado para a realidade do aluno e da escola e que a SEE forneça diretrizes.

7 - Orientação para estudo:
Proposta
            - que sua atribuição seja aberta a todos os professores.

8 - Aprovação da “Jornada do piso nacional”: 1/3 fora da sala de aula.
 Motivo:
- possibilita mais tempo de preparação e planejamento de projetos, aulas, recuperação, avaliação.

9 - Rejeição da proposta de coordenador por área, da forma como proposta pelaSEE.
Motivo:
- a proposta é vaga. Por exemplo, não estabelece como serão escolhidos esses coordenadores. 
Proposta:
- que seja eleito pelos professores um coordenador por área, mediante apresentação de projeto de trabalho, com afastamento da sala de aula.

10 - Rejeição à forma como esses fóruns de discussão foram impostos.
Motivo:
-reuniões fragmentadas, pouco tempo para discussão, falta de informações detalhando as propostas.
Proposta:
- que haja mais informações, mais tempo, e que seja criado um momento reunindo diretores, coordenadores e professores das escolas para realização desses importantes fóruns de discussão.





domingo, 2 de outubro de 2011

Professores rejeitam Proposta da SEE para Reforma do Ensino Médio!


Aproximadamente 140 professores, a maioria composta por professores escolhidos por seus pares nas escolas, foram reunidos na Diretoria de Ensino de São Vicente, por imposição da SEE, em 28 de setembro de 2011. O objetivo de tal reunião foi o de submeter à análise dos presentes a “nova”  matriz curricular para o ensino médio, “proposta” pela SEE.  A tarefa era a de apontar sugestões para sua implantação na rede estadual de ensino de São Paulo.
Dentre os professores do  Grupo Ética e Luta estavam presentes Júlio Kengo (EE Aida Leda/ Mongaguá) e Francisco (EE Benedito Calixto/Itanhaém).
De início os professores presentes rejeitaram a “proposta” da SEE. Foi adotada, na sequência,  uma metodologia de análise que norteou e qualificou o debate.
Foi feita a leitura do documento da SEE (nova matriz curricular para o ensino médio) e os presentes passaram a analisar ponto a ponto, rejeitando-os, apresentando os motivos da rejeição e fazendo contra-propostas.
O clima de desconfiança entre os professores contra a SEE era grande. Um dos motivos que justifica tal desconfiança foi  a mentira do governo ao afirmar na mídia , após as reuniões nos “pólos” que discutiram plano de carreira, que a possível adoção de férias parceladas estaria fundamentada em proposta dos professores resultante daquelas reuniões. Outro motivo,  a maneira apressada e nebulosa como  as “discussões” sobre as nova matriz para o ensino médio  foram “organizadas”.  Faltaram informações, tempo para discussão, e observou-se ainda a ausência de propostas com relação às condições de trabalho, material pedagógico, espaço físico, capacitação e redução do tempo da jornada em sala de aula  ( “jornada do piso”: 1/3 fora da sala de aula).
Para a próxima etapa da discussão “organizada” pela SEE, foram eleitos três representantes entre os professores presentes: o Professor Sebastião, da EE Vitalino/Peruibe;  a prof. Rosi, da EE Silvia J. Pollastrini/Itanhaém e o prof. Francisco, da EE Benedito Calixto/Itanhaém.

Aguarde publicação, neste blog, do resumo dos principais temas tratados na reunião de 28/9.